Poesias

DOS HÁBITOS

Quem faz
a vontade dos hábitos,
ainda que crie
e se insurja,
será sempre escravo
do mesmo tédio
da mesma esperança
da mesma ausência.

Quem faz
a vontade dos hábitos,
ainda que sonhe
o fogo todo dos desejos,
será sempre vassalo
a coser a mesma sombra
de mesmo viver
de mesmo perder.

Paulo Roberto do Carmo
07/12/2016

 

 

Site da Rede Artistas Gaúchos desenvolvido por wwsites